Terça-Feira, 07/09/2010
Rio - Com o objetivo de alertar a população sobre os riscos do banho de sol sem proteção, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lança amanhã a 11ª campanha de prevenção ao câncer de pele. Um ônibus vai percorrer a orla do Rio com equipe de médicos para fazer diagnóstico da doença na população. Outros 29 pontos em todo o estado do Rio também oferecerão o serviço.
Se for detectada suspeita da doença, o paciente será encaminhado para unidades conveniadas à SBD, gratuitamente.
O ‘tour de prevenção’, que percorrerá todo País, estará amanhã na praia do Arpoador e, domingo, na Barra da Tijuca. O caminhão terá dois consultórios, além de dermatologistas e enfermeiros, que irão realizar diagnósticos, entre 9h e 15h. O mesmo serviço será oferecido nos pontos fixos, das 8h às 16h, em locais como Centro, São Cristóvão, Tijuca, Ipanema e Niterói. Informações sobre o endereço dos polos: 0800-7013187.
Pesquisa da Sociedade de Dermatologia do Rio de Janeiro com 3.556 pessoas aponta que 71% dos cariocas não usam proteção ao se expor ao sol. Além disso, 6,9% apresentaram diagnóstico positivo para câncer de pele.
LESÕES SUSPEITAS
De acordo com a coordenadora nacional da campanha, Selma Cernea, o diagnóstico precoce é determinante para garantir a sobrevida nestes casos e assegurar a escolha do tratamento mais eficaz. Ela alerta que os principais sintomas do câncer de pele são pequenas lesões na pele, que crescem com o tempo e não cicatrizam. Em estágio inicial, o câncer pode ser confundido com uma espinha e pode aparecer na face.
“A exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco. É fundamental usar filtro solar todos os dias e em todo corpo. Além disso, chapeus de aba larga e barraca sem ser de nylon são fundamentais. A face é o local do corpo mais afetado com a exposição ao calor”, declara.
A atriz Franciely Freduzeski, uma das madrinhas da campanha, conta que não dispensa o uso de filtro e vai ao dermatologista todo mês. “Uso filtro todos os dias, até para gravar. É preciso proteger agora para não sofrer as consequências no futuro”, disse.