Terça-Feira, 07/09/2010
Rio - O diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, recorreu da liminar que liberou o uso de câmaras de bronzeamento artificial para filiados à associação brasileira do setor, a ABBA. Barbano afirmou que, apesar da decisão da Justiça, a Anvisa não revogará a resolução que proíbe equipamentos que emitem radiação ultravioleta com finalidade estética.
A Anvisa está cumprindo o seu dever. Não há motivos para o Estado autorizar uma atividade que não traz benefícios e expõe ao risco de câncer de pele”, disse Barbano, lembrando que a Organização Mundial de Saúde elevou em julho o grau de perigo da técnica, classificando-a como cancerígena. “Pessoas que se submetem a esse bronzeamento têm risco 75% maior de ter câncer de pele do que os que não o fazem”.
LIMINARES DERRUBADAS
Barbano afirmou que, desde a resolução que proíbe as câmaras, a Anvisa entrou com recursos e os Tribunais Regionais já derrubaram quatro liminares que autorizavam o uso do equipamento no País.
“Entendemos que, se a Justiça autoriza um procedimento que causa câncer, tem que assumir a responsabilidade no lugar do agente sanitário. A Anvisa vai continuar afirmando que a técnica causa câncer”.
Barbano disse ainda que a liminar do Tribunal Regional Federal da 4ª região liberou o uso das câmaras para filiados à ABBA, que representa cerca de 300 clínicas, fabricantes e importadores de equipamentos. “As pessoas que têm interesses econômicos podem procurar a Justiça para defendê-los, mas vamos nos manter sempre fiéis aos interesses da saúde pública”, afirmou Barbano.
Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2010/1/bronzeamento_volta_a_berlinda_58335.html